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domingo, 8 de julho de 2012

A Louca 3 - Desvendando


A Avenida Atlântida estava em silêncio quando ela entrou no prédio. Os cabelos loiros presos em um coque mal feito revelavam em sua nuca a tatuagem de uma palavra em inglês “Believe”. Ela abriu a porta do apartamento largou a bolsa e sentiu o vento que entrava pela janela que deixara aberta. Tirou os sapatos, a calça e caminhou de calcinha até a varanda e contemplou Copacabana.  A praia vazia, o perfume da madrugada, o céu sem estrelas e uma lembrança...  

Aquelas mãos percorriam seu corpo de um modo intenso queria explorá-lo, decifrá-lo. Suas roupas eram levemente retiradas com uma ternura e excitação que até então ela nunca havia experimentado. Aquela boca quente beijava seu pescoço, seus seios, seu umbigo... De repente fez-se uma pausa e aquela que a tocava se retirou deixando- a sozinha na pequena sala entrando assim eu um quarto.

Uma canção... Adele cantava Someone Like You… Ela segue em direção ao celular... Era ele do outro lado da linha perdeu a vontade de atender. A boca e as mãos que a tocava voltaram e outro som imperava naquele apartamento no Leblon... A letra dizia “Give me a reason to love you. Give me a reason to be... a woman” (Dê-me uma razão para amar você. Dê-me uma razão para ser... uma mulher). A Louca se entregou...

Beijos quentes na parte interna da coxa, caricias nos seios e ela ia sendo adorada por aquela outra mulher. Mordidas leves e com dois dedos ela é penetrada... As mãos hábeis daquela outra a deixava sem ar. Seu corpo estava todo preenchido por um prazer, um toque inexplicável era mais que tesão era uma das experiências mais saborosas de sua vida tinha misto de fantasia e sexo selvagem era realização.

Liberte-me dizia a Louca no ouvido de Pérola, liberte-me sou sua... Com toda sua experiência e desejo por ter conseguido aquela mulher linda do bar, Pérola se despiu de qualquer pudor e atendeu ao pedido da Louca libertando-a com sua língua hábil.  O encaixe das pernas, a pressão e fricção dava um ritmo ao ato. Não era só cavalgar em alguém era seguir juntas a mesma direção dada pelo desejo.

Não havia razão para lembrar o passado, não havia mais motivos para chorar... A Louca estava livre, liberta de qualquer inibição ou preconceito. Estava tomada por um desejo de se permitir e se permitir mais quando entrou no banho acompanhada por Pérola para um terceiro momento rico em descobertas... O sabonete liquido, o perfume de um Spiritual Guide e longos beijos embaixo da água quente...

Pérola sussurra em seu ouvido uma fantasia ainda não realizada... A Louca sorri, fica de costas e se inclina para receber beijos que desciam da sua nuca, passava pela sua região torácica e encontrava sua pelve. As mãos macias daquele outra mulher segura firme sua nádega e a Louca conheceu uma nova versão para o famoso beijo grego algo que foi sedutoramente denominada “Pérola Negra”... Ela aproveitou...

De volta a si, após relembrar o que acabará de fazer, ligou como já era seu costume a TV e novamente viu que estava passando o programa do pastor que atendia os fieis e pessoas desesperada na madrugada. A voz daquele homem autoritário lhe trouxe outra lembrança, mas não valia à pena considerar tais. Foi ao banheiro deixou a banheira encher, na cozinha pegou uma taça de Cabernet  e ouviu “Quem pratica sexo homossexual vai para o inferno”, ela sorriu, acendeu um L.A. e disse “Estou condenada.” Off na TV, Play no som e caminhou rindo em direção ao banho.

Sérgio Breneditt

sábado, 9 de junho de 2012

Fantasiando 2


São 03h04 da madrugada, na TV vejo a reprise de um episódio da 1ª temporada de Queer as Folk. Por alguns minutos, após assistir uma cena ardente, fecho os olhos e fantasio sua presença...
A porta do meu quarto é aberta devagar e você entra.  O perfume do seu desodorante muda a atmosfera daquela que seria uma típica noite solitária. Eu visto apenas um pequeno short cinza e uma camiseta velha e permaneço deitado na cama.
Olhando-me fixamente como um animal em seu cio você se deita sobre mim e me beija intensamente. Não há nenhuma palavra... Sua mão dentro do meu short excita o meu sexo. Estou pronto sussurro em seu ouvido.
Mais uma vez me deparo com sua masculinidade latente sobre mim... A cama rangendo emitindo pedidos que eu não conseguia pronunciar “Entra em mim”, “Penetra em mim”... Sou preenchido pelo seu corpo e não tenho mais brechas para me silenciar posso gemer, gritar.
Estamos juntos... Eu, você e o nosso amor... Você diz que sentiu saudades repara em meu cabelo novo, repara meu corpo e fala de amor. Somos tomados por uma experiência extracorpórea, voamos juntos por cima das casas unidos pelo prazer de termos um ao outro.
De volta à cama, em uma posição que ficamos face a face nos beijamos calorosamente... Tenho-te dentro de mim.  Ouço alguém, um barulho e me assusto seus braços me envolvem de modo a me deixar mais calmo... Mais um longo beijo.
Novamente um barulho e desta vez é o som alto de uma música... Abro os olhos contemplo o teto do meu quarto... O barulho era Queer as Folk que terminou na TV e tudo o que passou era eu fantasiando um reencontro com você.

Sérgio Breneditt

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A Louca


Ela estava louca quando colocou Madonna para cantar, já tinha tomado algumas taças de vinho e ele, ele estava chegando... Esse cara era o amor da sua vida, por ele, ela faria qualquer coisa e assim fez colocou a lingerie de renda preta e acendeu seu incenso de rosas vermelhas.
A massa com frutos do mar estava sobre a mesa e as velas traziam a luz para aquele jantar todo especial, porém ele não chegava. Da varanda do apartamento ela contemplava a Avenida Atlântida e seus carros indo e vindo, contemplava o mar e a noite de lua nova quando avistou o carro dele entrar na garagem.
Ele abriu a porta deixou a pasta no rack e afrouxou a gravata. Tirou os sapatos, o terno e o cinto deixando pela sala mesmo... Madonna ainda cantava sua balada romântica. No quarto estava ela como uma Afrodite contemporânea com os olhos marcados por um lápis preto e boca com um batom vermelho carmim.
Ele não resistiu e nu deitou-se com ela. As mãos abriam a lingerie, a boca tirava o carmim e as lágrimas borravam o lápis... Ela chorava silenciosamente estava nos braços do seu homem, do seu amor... Estava fazendo amor com aquele que a chamava de amor. O suor dele, o peito peludo roçando em seu seio era desejo, era sabor...
Ela beijava cada parte do corpo dele se entregando também ao prazer oral... Ele sussurrava. Mais um gole na taça de vinho e o vento refrescando o calor dos copos entrelaçados em movimentos contínuos, penetrantes e intensos. Eles esqueceram o jantar e apenas lembraram-se de se entregar e se entregar novamente.
"All by myself I don't need anyone at all I know I'll survive" não estava fazendo sentido algum, mas não importava a letra e sim a voz inconfundível da diva que os conduziam pelos cômodos do apartamento... No quarto, na sala, na varanda com a lua… Vamos comer dizia ela, mas ele estava incontrolável sua fome era ela, ela era sua comida.
Depois do prazer e de um banho de espuma juntos tudo tinha acabado o cd já havia se calado, assim como o perfume do incenso e as velas que deixaram de compor o cenário. Esquentaram a massa no microondas e se sentaram na sala vestido apenas o roupão para finalmente jantar. Ele liga a TV, ela pega mais um garfo.
Na TV um pastor apresenta seu programa que atende fieis desesperados na madrugada. Ela diz a ele que eles deveriam ligar, afinal devia ser pecado sentir tanto desejo... Ambos sorriam e degustavam o prazer de ficarem juntos. Outra garrafa de vinho, alguns morangos e chocolate ele quer sobremesa e ela, ela como uma mulher apaixonada serve.
O cair do roupão no chão é o único barulho agora. Ela deita sobre a mesa de mármore da cozinha e oferece a ele o que ainda não havia oferecido e ele, ele aceita. Suavemente a penetra e sente o perfume do sua nuca enquanto acaricia seus cabelos longos e loiros... Madonna deveria voltar a cantar, mas não ouve tempo de ligar o cd... Afinal ela estava muito louca, louca pelo homem que amava.

Sérgio Breneditt

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Fantasiando


De repente bate uma saudade já são 00h47 e eu preciso trabalhar de manhã...
Fantasio o toque do telefone...
É você dizendo que está no portão me pedindo para entrar.
Todos já dormem e silenciosamente te trago para o meu quarto, apesar de frio o ar-condicionado está ligado dando um clima de inverno rigoroso.
Você tranca a porta depois de certificar que minha mãe dorme com a porta do quarto dela fechada.  Por um momento te pergunto o que quer e em menos de cinco segundos me beija e com a boca colada no meu pescoço sussurra: Você!
Fico aturdido quando você joga as roupas que estão sobre a  cama no chão e me puxa para deitar. Meu short preto é arrancado e minha camisa branca de dormir é rasgada ao mesmo tempo em que você morde minha orelha.
O jeans áspero da sua calça roçando minha coxa, seu membro rijo explondindo de tamanha excitação encontra a barreira da minha cueca branca eu ali vulnerável, entregue, esperando tão somente ser consumido pelo seu fogo.
Você me beija, eu te beijo.
Seus pêlos contra os meus.
Seu cheiro de desejo se mistura com o perfume do meu creme de algas marinhas.
De repente depois de ficar nu você segura forte meu rosto, olha nos meus olhos e diz: Eu te quero, eu te desejo, eu sempre amei você...
Depois disso eu me dou, eu te dou.
É forte, é ativo, é selvagem e terno, é simplesmente amor... O nosso amor.
Seu celular toca é um sinal você precisa voltar para casa... Digo fique mais, fique aqui, dentro de mim...
Uma hora depois sou despertado em seu peito...
Realmente você precisava ir...
E eu fiquei aqui fantasiando a sua volta.

Sérgio Breneditt 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Um Conto quase Erótico


"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.

O artigo, era bem definido, feminino, singular. Era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrario dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo ate gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.De repente, o elevador para, só com os dois lá dentro. Ótimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos.

Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e para exatamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposto. Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.

Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.

Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era virgula. Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. E claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona as vontades dele e foram para o comum de dois géneros. Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais. Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objeto, tomava a iniciativa.

Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular. Ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forcando aquele hífen ainda singular. Nisto a porta abriu-se repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjetivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na histoória. Os dois olharam-se e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício

Que loucura, meu Deus. Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objetos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que, as condições eram estas. Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na historia. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel a língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."

Desconhecido

(Li este conto no blog Coisas de Lily e adorei)

sábado, 26 de dezembro de 2009

PECADO?


Com as mãos molhadas de fluidos e o corpo suado, sobre a cama me ponho a pensar no verso bíblico que diz: “O Espírito está pronto, mas a carne é fraca.” Quero me erguer, me lavar e pedir perdão, mas você ainda está sobre mim descansando após o nosso clímax.
Suas mãos percorrendo meu corpo e seus beijos em meu pescoço me deixam confuso, quero ou não começar tudo de novo? Algo diz é errado, mas o desejo de aproveitar você é maior, me morde grito eu, me arranha, me desvirgina mais uma vez. E ali novamente eu te dou, eu me dou...
É forte, é pulsante, é animal são dois seres selvagens em pleno cio... Nunca ninguém me tocou aí e você põe o dedo, a língua, o... Não, devo dizer não, mas acabo dizendo sim, sim, sim... Continue mais forte. E aí começamos tudo de novo...
O prazer não está apenas em nossos corpos entrelaçados, vai contra moral, a ética, os bons costumes... Vai ao profano, ao transgressor, aos braços de Afrodite. O que sinto em cada estocada é capaz de corromper a santidade do Pontífice, levando este... HUM... Levando este a conhecer na prática um dos sete pecados capitais, ai, Luxúria. Ahhh... Luxúria.


Como você sou a pomba que gira no prazer, sou a fatal que sempre quer ser corromper, sou vampiro mascarado, sou noite, sou música, com você... Não há o que eu não queria fazer, voou, grito, mordo, chupo por você... Chupo você!
“Perdão, meu Lord celestial, eu errei de novo... queime minha carne, purifica meus caminhos, faça de mim um canal para levar seu amor”. Está é minha oração... Quando você me pergunta o que eu estou falando? Digo nada, estou pensando alto...
Me beija, me puxa, me alisa, eu te aliso, te devoro, me devoro... Eu gosto, eu gosto deste pecar com você ou sem você... Eu estou aqui para servir a você, a vocês e a quem dividir estas linhas sensuais comigo. Ficou chocado? Ficou molhada? Fico rijo alguma coisa aí?
Sinto muito por pecar, mas Lord sabes como está sendo difícil resistir... Estou avisando que posso fazer isso de novo... Farei de novo como sempre... Perdão VS Tesão a solução é pegação? Tenho uma conclusão volto para você porque na verdade a carne está pronta... Aí, você já pode comer!

Sérgio Breneditt

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A Procura da "Pegada" Perfeita


Acho que minha hora chegou...

Não à hora da morte, mas à hora de amar.

Em conversar com amigos na faculdade eu soltei a pérola acima, pérola esta que dá título a este derramamento emocional...

Coloquei uma canção de amor um tanto quanto triste e transformei este meu singelo quarto em templo para meditação.

É impossível não me perguntar o que estou procurando de verdade?

Nos assuntos do coração sempre fui perito, sempre tive respostas para ajudar os outros e soluções rápidas para qualquer problema relacionado ao amor.

No entanto, algo tocou em mim depois de pronunciar tal sentença...

Estaria eu me condenando a procurar para sempre?

Quando será que alguém vai me encontrar?

O que é a “pegada” perfeita?

Seria esta o misto de desejo e paixão?

Seria apenas a carne clamando por outra carne?

Volto a perguntar:

O que estou procurando?

Em meus caminhos o Amor nunca existiu, este nunca se materializou e me tocou, nunca existiu alguém a me esperar, um abraço para quando eu chegar ou um beijo para me despertar. No meu caminho não teve bombons, nem flores, nem luz do luar... Não teve praia, não teve sol, não teve um colo para me ninar.

Na verdade nunca achei que seria um problema não ter a companhia do amor, afinal nem todos nasceram para lâmpadas alguém precisa ser o poste e segurar a luz que iluminaram os outros...

Nestes tempos, depois de desertos, alguns olhos encontram os meus olhos, mas nenhum deste falou a mágica palavra amor. A palavra que trará ar fresco ao verão intenso do meu coração...

Ah! Esse verão de 40º graus que me consome inteiro, me consome as forças... Deixando-me fraco e sedento...

Quero cair, mas em braços fortes, quero dormir, mas sentindo um corpo encostando o meu, quero não só beber, mas me banhar na fonte inesgotável do prazer... Quero ser frágil a um olhar e forte se este olhar de mim precisar.

Quero o outono, a temperatura amena onde as folhas caem no chão e o entardecer frio é propício ao aconchego de respirar na nuca.

Quero arrebol. Quero cheiro da terra depois da chuva. Quero esquecer à hora, esquecer os textos, esquecer tudo e fazer de um momento o melhor de todos. Quero usar os termos mais antiquados para definir quem veio definir minha vida, chamar de Tesouro, Bebê, Carinho, Coração, Paixão, Mozinho, Mozão... E enfim dedicar à pureza que há em mim a quem me prometa amor até o fim.

Não quero a “pegada” se esta não tiver algo mais, porém eu quero este algo mais mesmo sem a tal “pegada”...

Estou pronto e quero alguém para dizer EU TE AMO, quero alguém para chamar de meu amor, alguém para me chamar de amor.

Que a procura tenha fim e que perfeita seja apenas a estrada que conduzirá o Amor e Eu.



Sérgio Breneditt



segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Tempo de Confessar


Quero ouvir dos seus lábios a confissão...
Sei que se acumulava de excitação quando em meu corpo passava suas mãos.
Aproveite esta é a hora.
Confesse que me possuía com o olhar todas as vezes que eu me aproximava e que seu peito suava com medo de não resistir e que poderia me molestar, ali, na frente de todos...
Confesse seu desejo, sua perversão.
Sei que queria me tomar, me jogar no chão rasgar minhas roupas, minha pureza, minha moral e violentar minha conduta como um tarado obcecado pelo seu objeto de desejo. Sei que queria me transformar no seu brinquedo de luxúria, me lambendo, me mordendo, me rompendo a qualquer hora segundo o seu sádico apetite.
Revele a sua verdade...
Quantas vezes em nossos abraços se afastavas para que não sentisse seu membro rijo querendo me atacar? Querendo me penetrar? Querendo acasalar comigo como um animal no cio?
Até quando vais negar?
Até quando vai se masturbar?
Quando vais gozar a realidade do prazer sexual, do desejo de possuir não só o corpo, mas a alma... Quando vais admitir que queria transar até com o meu espírito... Que a minha inocência era maliciosa aos seus olhos e que o meu perfume liberava desejo ocultos em seu coração...
Confesse seu pecado!
Confesse ou será condenado...
Confesse e será perdoado.
Será liberado a você a parte que me cabe nesta sua fantasia...
Se confessares sua culpa terás a minha...
Terás o meu...
Terás o prazer de liberar a emoção... E por um momento esquecer que razão não combina com coração, não combina com paixão e não combina com tesão.

Sérgio Breneditt