Este espaço serve para depositar as palavras que não consegui dizer... São as Vozes das minhas Muitas Almas... Meus Momentos de Silêncios e Lágrimas... Mudanças de Moradias e de Atitudes... Lugar para dividir minhas Transformações Interiores... É Um Pouco + d Mim.
domingo, 8 de julho de 2012
A Louca 3 - Desvendando
sábado, 9 de junho de 2012
Fantasiando 2
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
A Louca
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Fantasiando
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Um Conto quase Erótico

O artigo, era bem definido, feminino, singular. Era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrario dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo ate gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.De repente, o elevador para, só com os dois lá dentro. Ótimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e para exatamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposto. Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era virgula. Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. E claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona as vontades dele e foram para o comum de dois géneros. Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais. Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objeto, tomava a iniciativa.
Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular. Ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forcando aquele hífen ainda singular. Nisto a porta abriu-se repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjetivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na histoória. Os dois olharam-se e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício
Que loucura, meu Deus. Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objetos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que, as condições eram estas. Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na historia. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel a língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."
Desconhecido
(Li este conto no blog Coisas de Lily e adorei)
sábado, 26 de dezembro de 2009
PECADO?
Com as mãos molhadas de fluidos e o corpo suado, sobre a cama me ponho a pensar no verso bíblico que diz: “O Espírito está pronto, mas a carne é fraca.” Quero me erguer, me lavar e pedir perdão, mas você ainda está sobre mim descansando após o nosso clímax.
Como você sou a pomba que gira no prazer, sou a fatal que sempre quer ser corromper, sou vampiro mascarado, sou noite, sou música, com você... Não há o que eu não queria fazer, voou, grito, mordo, chupo por você... Chupo você!
Sérgio Breneditt
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
A Procura da "Pegada" Perfeita

Acho que minha hora chegou...
Não à hora da morte, mas à hora de amar.
Em conversar com amigos na faculdade eu soltei a pérola acima, pérola esta que dá título a este derramamento emocional...
Coloquei uma canção de amor um tanto quanto triste e transformei este meu singelo quarto em templo para meditação.
É impossível não me perguntar o que estou procurando de verdade?
Nos assuntos do coração sempre fui perito, sempre tive respostas para ajudar os outros e soluções rápidas para qualquer problema relacionado ao amor.
No entanto, algo tocou em mim depois de pronunciar tal sentença...
Estaria eu me condenando a procurar para sempre?
Quando será que alguém vai me encontrar?
O que é a “pegada” perfeita?
Seria esta o misto de desejo e paixão?
Seria apenas a carne clamando por outra carne?
Volto a perguntar:
O que estou procurando?
Em meus caminhos o Amor nunca existiu, este nunca se materializou e me tocou, nunca existiu alguém a me esperar, um abraço para quando eu chegar ou um beijo para me despertar. No meu caminho não teve bombons, nem flores, nem luz do luar... Não teve praia, não teve sol, não teve um colo para me ninar.
Na verdade nunca achei que seria um problema não ter a companhia do amor, afinal nem todos nasceram para lâmpadas alguém precisa ser o poste e segurar a luz que iluminaram os outros...
Nestes tempos, depois de desertos, alguns olhos encontram os meus olhos, mas nenhum deste falou a mágica palavra amor. A palavra que trará ar fresco ao verão intenso do meu coração...
Ah! Esse verão de 40º graus que me consome inteiro, me consome as forças... Deixando-me fraco e sedento...
Quero cair, mas em braços fortes, quero dormir, mas sentindo um corpo encostando o meu, quero não só beber, mas me banhar na fonte inesgotável do prazer... Quero ser frágil a um olhar e forte se este olhar de mim precisar.
Quero o outono, a temperatura amena onde as folhas caem no chão e o entardecer frio é propício ao aconchego de respirar na nuca.
Quero arrebol. Quero cheiro da terra depois da chuva. Quero esquecer à hora, esquecer os textos, esquecer tudo e fazer de um momento o melhor de todos. Quero usar os termos mais antiquados para definir quem veio definir minha vida, chamar de Tesouro, Bebê, Carinho, Coração, Paixão, Mozinho, Mozão... E enfim dedicar à pureza que há em mim a quem me prometa amor até o fim.
Não quero a “pegada” se esta não tiver algo mais, porém eu quero este algo mais mesmo sem a tal “pegada”...
Estou pronto e quero alguém para dizer EU TE AMO, quero alguém para chamar de meu amor, alguém para me chamar de amor.
Que a procura tenha fim e que perfeita seja apenas a estrada que conduzirá o Amor e Eu.
Sérgio Breneditt
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Tempo de Confessar

Sei que se acumulava de excitação quando em meu corpo passava suas mãos.
Aproveite esta é a hora.
Confesse que me possuía com o olhar todas as vezes que eu me aproximava e que seu peito suava com medo de não resistir e que poderia me molestar, ali, na frente de todos...
Confesse seu desejo, sua perversão.
Sei que queria me tomar, me jogar no chão rasgar minhas roupas, minha pureza, minha moral e violentar minha conduta como um tarado obcecado pelo seu objeto de desejo. Sei que queria me transformar no seu brinquedo de luxúria, me lambendo, me mordendo, me rompendo a qualquer hora segundo o seu sádico apetite.
Revele a sua verdade...
Quantas vezes em nossos abraços se afastavas para que não sentisse seu membro rijo querendo me atacar? Querendo me penetrar? Querendo acasalar comigo como um animal no cio?
Até quando vais negar?
Até quando vai se masturbar?
Quando vais gozar a realidade do prazer sexual, do desejo de possuir não só o corpo, mas a alma... Quando vais admitir que queria transar até com o meu espírito... Que a minha inocência era maliciosa aos seus olhos e que o meu perfume liberava desejo ocultos em seu coração...
Confesse seu pecado!
Confesse ou será condenado...
Confesse e será perdoado.
Será liberado a você a parte que me cabe nesta sua fantasia...
Se confessares sua culpa terás a minha...
Terás o meu...
Terás o prazer de liberar a emoção... E por um momento esquecer que razão não combina com coração, não combina com paixão e não combina com tesão.
Sérgio Breneditt





