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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

" É o final de Novembro?!"




  Querendo ser transportado para um lugar de silêncio, eu escrevia qualquer coisa no papel... A falta de compromisso com a escrita era só o passatempo para esperar a chuva cessar. 
  Sentei-me na praça de alimentação do shopping com uma bolsa de lado contendo: uma agenda velha, canetas, o livro Cinquenta Tons de Cinza de E L James, camisinhas, alguns remédios e as chaves; na carteira: cartões de débito, seis reais e uma declaração da UERJ; no MP4: o novo cd da Eyshila, Diana Krall e Lana Del Ray. 
  Ao som repetitivo da música Born To Die foi possível calar todo aquele espaço e me transportar nas notas bem interpretadas que destoavam a visão naquele local. Fechei os olhos e me enxerguei mais uma vez desta fez já no lugar de silêncio onde a canção foi o único e predominante som. 
  Lembrei da minha infância, os brinquedos e a velha TV preto e branco que ocupavam a escrivaninha do meu quarto. A colcha da cama com estampa de anjos e o velho toca-discos onde Papai ouvia Roberto Carlos nos finais de semana, assim como minha coleção de tampinhas de refrigerantes com personagens Disney, me lembrei. 
  Lembrei do nascimento da minha irmã em um domingo quente de janeiro, de ter caído da escada na hora de pedir alguém para levar minha mãe para o hospital e da oração que fiz, sozinho, com medo de acontecer alguma coisa ruim com ela. Lembrei-me do dia que mudei para casa de vovó e que não deixaram trazer meu cachorro Mascote (saudades). 
  Lembrei do primeiro dia na escola da nova cidade... Dos amigos, dos sonhos e amores da adolescência. Feet don't fail me now take me to the finish line... (Pés, não me falhem agora leve-me até a linha de chegada...), como eu quis crescer, cantar, interpretar, escrever, sorri, amar e até voar... Desperto em minhas questões... E hoje aqui... 
  Hoje, aqui, espero a chuva passar na praça de alimentação de um shopping com uma bolsa de lado contendo: uma agenda velha, canetas, o livro Cinquenta Tons de Cinza de E L James, camisinhas, alguns remédios e as chaves; na carteira: cartões de débito, seis reais e uma declaração da UERJ; no MP4: o novo cd da Eyshila, Diana Krall e Lana Del Ray. 
  Já é o final de novembro, o tempo está passando depressa e sem compromisso sigo escrevendo na esperança de alguém que me observa se aproximar, me tocar e com ternura falar: “Vamos ficar loucos... Deixe-me te beijar na chuva... Por que você e eu... We were born to die (nos nascemos para morrer)”. 


Sérgio Breneditt

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Darias o teu Coração?


Quero um espaço para colocar minhas malas quando regressar de uma viagem.
Uma porta para abrir e um perfume para sentir.
Quero um cachorro no quintal balançado o rabo por me ver e um gato ronronando para me receber.
Quero ver a luz acessa, um jantar sobre a mesa...
Uma cama, um calçado e um drink para beber.
Quero tua nudez sobre a cama e uma massagem depois de um fazer...
Quero ouvir tuas historias, tuas palavras, tuas canções...
Ser o primeiro a conhecer tuas intenções e ter tua cabeça no meu colo para um cafuné e um pouco de TV.
Quero em meio aos lençóis, na hora de juntos adormecer, perceber o quanto sou feliz por ter me apaixonado por você. Perceber que a melhor coisa da minha vida foi ter ligado um dia para o teu número, ter entrado no teu carro e com ternura ter beijado você...
Quero te dá meu coração... Aceitarias?
Quero ser invadido pela sua ousadia... Invadirias?
Quero ser a sua saudade no fim da tarde...
Aquele que você vem todo dia reencontrar...
Quero morar na sua vida... Deixarias?
Quero fazer parte da sua historia... Permitirias?
Quero ser o homem do seu coração...
Darias o teu coração?


 Sem Resposta
Sergio Breneditt



quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O Prato



O prato possuía um estranho alimento para o meu olhar...
Era uma espécie de mingau ou creme de duas cores, em repouso, na cabeceira da cama.
Seu aspecto estranho, não consegui identificar...
O que seria tal receita?
Confesso, era madrugada e a luz do celular era a única companhia para visualizar todo o quarto.
Ousei pegar a colher que estava no prato e peguei um pouco daquele alimento pastoso e coloquei na boca.
Senti algo forte...
Respirei fundo e lembrei...
Era o doce, metade brigadeiro e metade beijinho, que fiz antes de dormir.
Comi tudo naquele exato momento, bebi um copo d’água e acho que escovei os dentes...
O prato possuía um estranho alimento para o meu olhar, mas para o meu paladar... 
Delicia!

Sérgio Breneditt


sábado, 26 de maio de 2012

...



RESPEITEM O MEU SILÊNCIO! 
As vezes os sorrisos precisam ser guardados para que as lágrimas possam sair! 
Amigos sabem disso. Amigos SABEM!

Sérgio Breneditt

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Naqueles Dias - Carnaval


Quando ergueu a cabeça, após contemplar em silêncio os pés daquele que lhe dizia, ele percebeu não importava mais.

Já não havia o querer de correr para aqueles braços... Não havia o querer.

Seu coração sentia uma leve e continua dor, misto de magoas e desilusões... Ele saiu... O tempo passou...

Perdeu-se a vontade de continuar com aquele enredo foi aí que a Whitney Houston se calou... Não era mais necessário o I have nothing, nem Run for you, tampouco o I will always love you. Era o fim daquele I belive you and me.

No entanto, a brisa do mar daquela madrugada, o cheiro de um cigarro de maconha e as diversas pessoas em suas diversidades sexuais se amando ali o fizeram contemplar seu antigo pesar.

Sua amiga já havia lhe dito o quanto ele precisava chorar, sofrer, lamenta aquela perda, mas... Impossível, chorar não conseguia... Nunca conseguiu.

Ele lembrava e relembrava. Ansiava por um toque qualquer, semelhante, simples... Um toque humano. Sentou-se diante do reino de Yemanjá, seu all star verde afundou na areia, fechou os olhos e dormiu.

Alguém tocou em seu ombro, seu amigo regressava de um momento de intimidade dizendo “Cara, é hora de voltar para casa.” Ele ergue a cabeça contemplou em silêncio aquele local e percebeu era apenas o primeiro daqueles dias de carnaval.

Sérgio Breneditt


domingo, 23 de outubro de 2011

Linhas Soltas

Se alguém te amar mais que eu juro que te deixo imediatamente.
Se alguém te desejar mais que eu me entrego ao celibato.
Se alguém desejar sua presença mais que eu juro que me mantenho aqui na nossa solidão... 
Esperando.

Sérgio Breneditt



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Amor INTERMEDIÁRIO


Para: D’ara

Muitas vezes os caminhos da vida nos conduzem a um lugar não muito agradável... Eu caminho por lugares que não gostaria... Eu caminho e ninguém me conhece, ninguém me cumprimenta neste caminho...
Agora aqui, neste entre lugar, eu apenas sou palavras, sou apenas sentimentos, sou apenas lágrimas.
Odeio essa tristeza em mim, odeio essa condição internalizada que como diz uma amiga e professora me impedem de aproveitar as bordas, o que está à margem da minha existência... Fico preso ao meu interior triste e impaciente.
Sou jovem? Sim.
Sou bonito? Sim.
Sou saudável? Sim.
Sou feliz?
Essa questão, não sei responder.
Falta léxico para formar essa sentença, falta coragem para fazer acontecer, falta amor próprio também.
Às 23h34 de um dia qualquer encontrei no ônibus alguém que gostei muito e que posso definir como um amor intermediário. Aquele tipo de amor que surge depois dos amores da infância e antes do grande amor da sua vida. Amor que é junção de hormônios da adolescência e anseios por uma vida adulta.
Seu rosto estava cansado com pequenos sinais do tempo, ela certamente estava voltando do trabalho. Seu corpo também não era o mesmo depois da gravidez ela engordou um pouco. Seu cabelo cresceu era tão curto e agora está longo, pude perceber devido ao grande coque no alto de sua cabeça, coque que era coberto por uma redinha com laço.
Sei que ela me viu, estava no banco de trás do ônibus e este não estava cheio. Era possível visualizar todos os rostos logo assim que rodasse a roleta, mas ela preferiu me ignorar, certamente seria mais fácil. É sempre difícil encarar alguém que um dia você se apaixonou, faltam palavras e as perguntas cretinas do tipo “como você está agora?” ou “já casou?” são inevitáveis.
Por falar em perguntas eu nunca tive coragem de perguntar se ela também me amava. Um dia era especial o outro também, estávamos juntos e eu ali bem infantil nas coisas do coração sem imaginar que aquele coração batia por mim. Eu a perdi. Cantei em seu casamento, a vi ter o primeiro filho, a vi construir sua família... Depois de longo tempo, agora neste momento me pergunto seriamos felizes? Mas, nunca terei essa resposta.
Esse amor intermediário, hoje saudades, lembranças e memórias me faz ver e confirmar o quanto sentimentos tido como menores são importantes... Talvez ali nos braços de D'ara eu tivesse me encontrado e nunca me enganado. Talvez nos braços de D'ara eu não tivesse me entregado ao passado, ao grande amor do passado finado. Talvez. Vou caminhando em suposições.
Certa vez ouvi uma pessoa me dizer que quando você começa a lembrar dos amores que viveu é um sinal que você está esquecendo a história que outrora era mais marcante. Se for verdade percebo que tudo está caminhado para o esquecimento pleno de um amor, de um grande amor não consumado. Agora me recolho mais uma vez, machucado ao relembrar, ao ver a vida que seguiu e os meus amores que se foram...
Ainda estou na parte interna de mim... Ainda não consegui alcançar as bordas e aproveitá-las... Sou prisioneiro meu, sou passageiro querendo saltar de um ônibus que passa por todas as paradas e recebe delas todos os tipos de pessoas, feias e bonitas, ricas e pobres, felizes e infelizes. Sou o amor intermediário de uma mulher que um dia sonhei que seria minha, sou amor intermediário querendo ser grande... Querendo não ser mais um nesse ônibus da Vida.
Sérgio Breneditt



domingo, 12 de junho de 2011

+ um pedaço da minha Paixão



Você corre perigo!
Sei que ainda sabes que encontra espaço em mim...
No entanto, esta chegando a hora de te esquecer e quando eu te esquecer...
Vai ser para sempre...
Vai ser para o nada e não irão sobrar vestígios seus...
Quando eu te esquecer, vais morar no interior silencioso do passado.
Vai repousar sua cabeça no colo do esquecimento e só ouvirá a voz da solidão...
Sem canções, sem o som do piano...
Sem minha visita inesperada... Quando eu te esquecer.
Deixarei de olhar perdido, terei um caminho e outro alguém para dedicar emoção.
Respirarei a liberdade de uma vida sem amarras, sem paixão.
Quando eu te esquecer...
Não perderei a hora nem ficarei ao lado do telefone esperando ouvir sua voz.
Não pensarei no “onde está você?” ao ouvir uma música romântica no trocar da estação. Serei livre quando eu te esquecer.
Mas como ainda não te esqueci, passo dias, meses e até anos aguardando o seu regresso. Seu olhar procurando o meu, sua boca com sede da minha, aguardo.
Como não te esqueço namoro a chuva, respiro o perfume do ar e durmo nos braços da solidão. Perco-me por caminhos que sempre segui, caminhos que conheço há muito tempo. Faço o seu itinerário para te encontrar.
Escrevo poesias, resenhas, monto blogs e canto minhas canções com o único propósito de alcançar seu coração. Como não te esqueço, esqueço de mim. Fico feio, fico gordo, fico infeliz. Fico procurando a parte que você levou...
Como não te esqueço perco meu tempo de estudo com orações e pedidos para que você se permita me amar. Eu sou perfeito para você... Te entendo, te aceito, te amo, te amo, te amo e faria de tudo para envelhecer ao seu lado, te fazer a pessoa mais feliz do mundo.
Não haveria dúvidas, só a certeza de que a felicidade existe, e nós juntos somos a morada dela. Ah, eu fugiria, mudaria de nome, passaria fome eu seria seu alimento e você, você se me amasse já me daria tudo.
Como eu não te esqueço ainda, perco linhas e divido angústias com o papel. Procura palavras em meu léxico, respiro fundo para terminar mais um post, mais um relato, mais um pedaço da minha paixão.
Hoje, depois de anos, repito o que eu te disse tantas vezes, mas vejo que as coisas estão mudando... Nossa utopia deixa de ser real e nesta hora já não sinto falta do nosso beijo... Aquele beijo na janela, lembra? Sei que não, não existiu pra você.
Também não sinto tanta falta da nossa melodia... Aquela que ouvíamos no por do sol, lembra? Não? Entendo... Já não sinto, com a mesma intensidade, falta das poesias e das canções... Aquelas poesias que escrevi para você e as canções que você fez para mim, lembra?
Ainda assim quero trazer a sua memória o que não saiu da minha...
Aqueles momentos que vivemos e vivemos em pensamentos, em desejos, em silêncio onde lembro que você gostava de não me abraçar e eu gostava de ficar perto. Nossa união tão estável em fantasias e essas coisas sólidas que solidificam um amor.
Lembro que ao seu lado era como estar só diante do mar, ouvia os sons das ondas, mas não mergulhava... Sempre amei contemplar o mar. Falar de você já não me faz bem sinto a mesma angústia e anseio de morte que sentia ao seu lado devido a tanto desprezo.
Para matar a saudade escuto a nossa canção aquela que dizia i believe in you and me... Ela dizia que “eu estava perdido, hoje estou livre” dizia que seríamos felizes. No auge da canção, a voz da Whitney Houston, desvenda meu coração dizendo que eu posso parecer bobo dizendo tudo que digo, mas quero ser um bobo para sempre se ser bobo é acreditar em nós...
Definitivamente eu acredito em milagres, o amor é um milagre e durante anos ouvia essa canção para pensar em você, e ao saber que você mal a conhece só revela que eu realmente tinha fé por nós dois. Hoje não existe o i believe in you and me e sim um sentimento de amor que vejo morrendo, uma morte lenta e que fará eu te esquecer, e isso vai acontecer...
E quando eu te esquecer serei mais feliz, e você? Quem é mesmo você?
Quando eu te esquecer... Vou lembrar apenas de mim, terei um nome, identidade e um amor imenso que entregarei a pessoa certa. Quando eu te esquecer, escreverei o último texto da minha vida cujo fundamento seja você, mas como disse antes, ainda não te esqueci e fico aqui tentando... Fazer você sentir o meu amor.

Sérgio Breneditt


terça-feira, 10 de maio de 2011

Cotidiano: Dor de Cabeça


Debruçado sobre o janelão verde do antigo casarão eu vi a chuva cair.
Não tinha nenhum pensamento novo ou uma nostalgia latente era só meu momento de solidão.
Pela primeira vez na semana não tinha ligado o ar-condicionado, nem tomado café na xícara que ganhei de presente com a inscrição “Para 1super AMIGO”.
O barulho da chuva só reforçava o desejo de ir para casa, deitar na minha cama, assistir um DVD até dormir com tudo ligado.
A cabeça ainda doía depois de ter tomado dois Dorflex. O telefone chato que não cansa de tocar... Uma rotina.
Guardo uns documentos, ignoro outros, finjo um sorriso e sinto frio, pois perder a hora me fez esquecer o casaco e chegar atrasado novamente. Onde eu estava com a cabeça? Parecia sábado hoje de manhã.
Uma senhora grita com seus funcionários no térreo... Mais alguns caracteres vão dando vida a este texto de terça-feira. O telefone volta a tocar. Pesquiso sobre a bibliografia de Caio Fernando Abreu.
Sabe aquele dia que você sai de casa, mas esquece a vida nela? Parece que isso está acontecendo comigo me sinto uma espécie de Zumbi bem treinado e apto a tomar decisões e atitudes dentro do setor. Normalmente não sou assim.
Um bate-papo no corredor, um desabafo que precisava nascer. Um perfume novo, uma idéia nova. Amigos de trabalho, colegas de trabalho, pessoas do trabalho, gente do trabalho. Sem mais o que escrever.
Faltam algumas horas para eu ir embora, não vou a faculdade hoje já disse que estou com dor de cabeça né?! Acho que tudo isso é culpa da dor de cabeça, normalmente não sou assim.
Melhor terminar por aqui, está chegando gente, gente do trabalho, e podem interpretar que estou fazendo trabalho pessoal no setor, tenso? Não, hipocrisia mesmo. Nossa Senhora do Facebook que o diga, não é Santa?
Devo está meio amargo ou camuflando sentimentos por isso um texto tão solto em informações concretas. Normalmente não sou assim ou seria o contrário? O que importa... Que dor de cabeça!
O chefe chegou...
Tchau.

Sérgio Breneditt

terça-feira, 12 de abril de 2011

Quem dá Mais???


Sempre existem coisas que nunca consigo dizer...
E neste instante gostaria de dizer o quanto estou infeliz, tenho a sensação que vou me perder de Ti.
Sei que me amas, eu te amo também... Se estou de pé é por sua causa. meu mundo só tem sentido por sua causa. Você é meu sentido.
Às vezes me pego pensando nas suas promessas, nas suas palavras, no meu chamado em Ti
Tenho amigos que se perderam por ai sinto falta deles por que o Senhor os deixou ir? E quanto a mim por que não me deixa ir também?
Sou especial mesmo? Tu achas graça em mim? Meu coração é realmente segundo o teu? Sou um adorador?
Tenho tantas questões Meu Deus!
Não é sempre que quero gritar. Por vezes quis chorar em silêncio, mas ainda assim não consegui.
Sinto falta de te ver, sinto falta de te ouvir... Me leva para ti antes que eu me perca... Antes que me busquem para o outro lado...
Tenho dois caminhos um leva ao céu e o outro ao desconhecido, mas um desconhecido com muito brilho, encantado, cheio de sons e pessoas que prometem me amar... Prometem me proteger... Prometem me valer...
Quem dá mais Deus ou Diabo?
Quem dá mais Céu ou Inferno?
Quanto vale a minha alma?
Quanto vale tantas promessas?
Se eu resolver deixar tudo, Igreja e Mundo, seria muita loucura?
Eu iria cair em outra pergunta Vida ou Morte?
Odeio escolhas! Odeio livre arbítrio! Odeio dúvidas!
Odeio-me também?
Como pode um texto cheio de interrogações fazer tanto sentido? Dizer tanto? Será que não existe beleza na resposta, na exclamação, no ponto final?
Posso dizer que eu te amo, mas amo também o NOVO. Odeio o novo!
Quanta loucura o que dizer... São tantas vozes... Sinto saudades... Sinto Frio e Medo, está escuro...
Sou menino, quero colo, quero meu pai... Onde está meu papai?
Uma VOZ diz que não tenho pai sou órfão, de amor, órfão de ternura... Mas Deus posso te pedir uma única coisa não me deixe órfão de atenção podes não me atender eu aceito, mas se amas vais ao menos me ouvir.
Isso é um texto?
Não!
Como a minha vida isso é apenas mais uma interrogação.

Sérgio Breneditt

segunda-feira, 14 de março de 2011

Uma Música

White Horse
Taylor Swift


Say you're sorry, that face of an angel
Comes out just when you need it to


As I paced back and forth all this time
Cause I honestly believed in you
Holding on the days drag on, stupid girl
I should've know, I should've know

I'm not a princess
This ain't a fairy tale
I'm not the one you'll sweep off her feet
Lead her up the stairwell

This ain't Hollywood
This is a small town
I was a dreamer
Before you went and let me down


Now it's too late for you
And your white horse
To come around
Maybe I was naive, got lost in your eyes
And never really had a chance


My mistake, I didn't know to be in love
You had to fight to have the upper hand


I had so many dreams about you and me
Happy endings, well now I know


I'm not a princess
This ain't a fairy tale
I'm not the one you'll sweep off her feet
Lead her up the stairwell

This ain't Hollywood
This is a small town
I was a dreamer
Before you went and let me down


Now it's too late for you
And your white horse
To come around

And there you are on your knees
Begging for forgiveness, begging for me

Just like I always wanted
But I'm so sorry


Cause I'm not your princess
This ain't a fairy tale
I'm gonna find someone someday
Who might actually treat me well

This is a big world
That was a small town
There in my rear view mirror
Disappearing now


And it's too late for you
And your white horse...
Now it's too late for you
And your white horse
To catch me now


Try and catch me now


It's too late to catch me now





segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Procuro um Amor


Não sei por onde começar a escrever este texto não quero pensar muito.
Quero fazer como fazem os amigos na hora de desabafar, onde não existe preocupação, apenas o falar, o desabafar em si e as lágrimas (se houver).
Esta noite meio que dia fiquei pensando na minha aparência, nas minhas vaidades e nos meus sonhos que terão ou não um futuro... Pensando nisto eu caí profundamente nesta questão da falta de amor... Não me refiro ao amor próprio este eu tenho (hoje mais ainda), mas aquele amor que procuramos no outro...
Todas as pessoas estão procurando um amor... Os adolescentes, os religiosos, os gays enrustidos que chamam o suposto ser amado de “melhor amigo” (isso serve para lésbicas também)... Enfim este amor.
Procuro um amor como Frejat descreve em sua canção “Que seja bom pra mim...” Algo do tipo ficar deitado na cama e assistir juntos a Ana Maria Braga por que ambos faltaram o trabalho para passar a segunda-feira juntos, tão juntos, a ponto de ir ao posto médico para pegar atestados e depois comprar sorvete napolitano Kibon para comer no almoço.
Sabe aquele amor “mais de uma hora no telefone”, das músicas de Roberto Carlos tipo “Pra Sempre” é deste amor que tenho anseio. É amizade colorida nos tons mais quentes possíveis. É misto de perfume de flor e brinquedinhos de sex shop (aqueles óleos, dadinhos, baralhos, chicotes e...).
Volto a olhar para mim... E me vejo cair mais uma vez nas mesmas questões de tantos outros textos que já escrevi. No entanto, não quero tais questões e sim respostas algo forte como na letra da Pitty “Que você me adora que me acha foda.” Sim algo neste nível “fodastíco” (pro espaço norma culta), quero um amor coloquial, vulgar, chulo até, mas com a capacidade de me transformar em príncipe.
Príncipe de um apê quarto e sala ou de uma quitinete, príncipe de uma casa de alvenaria... Príncipe “na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê” príncipe sim, por que não?
A bíblia diz que Deus não habita onde existe dúvida. Tudo bem entendi, mas se eu tenho tantas... --- Eí Deus vamos conversar ok?! De repente, caio na cilada daquele passado que me deixou, porém existe algo que eu nunca disse sobre isso, isso sim está distante de mim, o azar do passado é que já não terá meu amor no futuro, afinal eu sou amor...
Amor procurando outro amor... Não importa cor, religião, (ultimamente nem sexo, rsrs). O que importa é que venha para dentro de mim de onde vier, que traga luz, que traga flor, que traga água fresca para apagar o fogo da minha alma. Pode ser de longe, pode ser de perto, pode ser do céu, sim pode ser alienígena... (gargalhadas).
Será que o problema é a aparência? Estou passando por alguns probleminhas que me deixa um pouco apreensivo, mas sempre solto a perola “Tem pra todo gosto” e isso é verdade (volto ao ponto) onde está quem é do meu gosto? Rsrs Você aí conhece alguém para mim? Uma amiga ficou de me apresentar uma menina depois do carnaval, estou ansioso vai que rola?
É melhor terminar, odeio quando meu texto fica cheio de interrogação e nenhuma resposta. Agora quero realmente desabafar estou  procurando um amor, anseio por isto, mas não condiciono e não vou condicionar a minha vida ao que ainda não tenho, hoje tenho a mim, amanhã já será eu e meu amor e depois... “deixa acontecer naturalmente...” Afinal ninguém quer chorar antecipado!


Com Amor


Sérgio

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Poesia Felicidade


"Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios,
Incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
E se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
Mas ser capaz de encontrar um oásis
No recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou
Construir um castelo ..."

Fernando Pessoa

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Uma história II


Na busca constante por Ele, o Outro seguiu um caminho Estranho.
O Outro e o Estranho foram apresentados pelo Novo, sim o mesmo que seduziu Ele.
O Estranho com seu papo cativou o Outro, afinal o Outro estava triste, angustiado e solitário. O querer por Ele ainda era intenso, a ferida continuava aberta.
Juntos, o Estranho e o Outro seguiam pelas veredas inconstantes, fraquejantes e vacilantes. Nos braços do Estranho o Outro se lançou conhecendo assim o melhor amigo do Novo, o Desejo.
A história é simples e mais uma vez se resume no que já contei na busca constante por Ele, o Outro se entregou ao Desejo, ao Estranho e ao Novo... Ele, Ele nunca soube de nada, afinal já havia deixado o que considerava velho.

Sérgio Breneditt


(Quem não conhece o inicio da história clique no link: http://migre.me/3NNNR)

Obs.:Não quebrei uma promessa, apenas dei destino a um dos meus textos perdidos. Espero que gostem.=)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A César


Este fim de semana foi muito importante para mim. Já faz alguns anos que criei esse blog e nunca, de verdade, me preocupei com o meu possível leitor, sempre escrevi pensando em apenas um leitor potencial que hoje sei que não passa muito por aqui.
Enfim... De alguns meses para cá comecei a olhar meu blog com mais carinho. Minha inspiração veio de um novo amigo, um rapaz capaz de escrever o que sente de um modo tão delicado que ao ler tenho a sensação de está ouvindo sua voz, tenho a sensação de ouvi-lo respirar. Esse é Júlio César Vanelis.
Júlio é o irmão da minha Grande Amiga Ju, Ju que sempre esteve do meu lado em tantas histórias da faculdade,... Te Amo Ju (saudades, vê se me liga. Ok?).
Eu tive o prazer de conhecer o Júlio quando fui me arrumar, junto com uma galera, na casa dele para festa a fantasia da faculdade (longa está historia da festa e não cabe aqui).
Eu falando como se tivesse bebido água de vitrola e Júlio super na dele nos ouvindo, adorei tudo, detalhe comi um pão com calabresa MARAVILHOSO (podem morrer de inveja eu deixo, rs. Quando vai ter outro?) De verdade, eu já conhecia o
http://semcortesesemedicao.blogspot.com/ , mas confesso fiquei muito feliz em conhecer o autor deste, detalhe o cara escreve muito bem #FATO
Minha felicidade do fim de semana foi que o Júlio me deu um super presente que foi o primeiro selo do meu blog. O que parece tão simples para alguns, para mim foi estimulante. Como eu havia dito o blog foi feito para um único leitor, mas vejo que isso mudou o povo está lendo, mudei o layout, coloquei mais aplicativos e estou adorando tudo isso.
De coração, preciso agradecer... Júlio, assim como sua irmã, já você tem espaço em meu coração e saiba que pode contar sempre comigo. Obrigado por me ler, por me recomendar, pelo selo, por ser tão sincero em seus textos, por ser meu amigo mesmo que longe. Serei sempre GRATO.
Aos leitores e possíveis leitores é importante saber que esse blog , cheio de linhas, de erros e de sentimentos antes era um templo de saudosismo para uma relação mal acabada só que agora será um espaço de verdades, MINHAS VERDADES.
Fiquem a vontade!
Tenho selo de qualidade, tenho vontade de escrever e o melhor tenho CORAGEM e muito culhão para dar minha opinião... Quem não gostar, não me entender entre nesse link e aprenda alguma coisa de si http://migre.me/3KmsC por que Um pouco +d Mim está aqui.
Abração
Sérgio Breneditt
Ah... Não posso esquecer!!!
O selo possui regras por isso eis-me aqui cumprindo:

1
. Repassar o selo a 15 blogs (vou ficar devendo essa regra conheço pouquíssimos blog e os que conheço já tem)
2. Responder as perguntas (sempre, adoro. Me lembrei do velho caderno de perguntas da infância onde todos mentiam pra caramba rs)
Nome: Sérgio Breneditt
Uma música: Take a Bow – Madonna (ela está velhinha, mas dá bom caldo. Jesus q Luz!)
Humor: Bipolar total com periodos de instabilidade.
Uma cor: Preto (amo preto com preto, combina tanto)
Uma estação: Inverno (sempre)

Como prefere viajar: De carro porque não agüento mais andar de Marcopolo 45 lugares. #FATO
Um seriado: FRIENDS (Ilove Phobe Buffay) e Sex and City (adoraria ter um affair com a Sarah Jessica Parket)
Frase e/ou palavra mais dita por você: “Hum, não vai rolar”
O que achou do selo: Um incentivo, um símbolo de aceitação. Um HONRA , de verdade eu AMEI =)
Quer mais? Tome um pouco +d Mim!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Ao Encantado


A história não começa em uma floresta, mas tinha um cenário real. Era acolhedor, bucólico e singelo...
No caminho não tinha anões, nem casa construída com doces. No entanto, neste tinha a doçura de um chocolate e o companheirismo comum a amigos que sempre estão juntos.
Não tinha fada-madrinha, nem bruxa, nem ao menos maçã. Não tinha castelo, nem rei, nem princesa adormecida. O lobo mal também não faz parte desta história...
Você também não vai encontrar aqui ratinhos costureiros... Nesta existiu apenas dois personagens: o plebeu e o encantado.
Era para ser uma história de amor, um amor com uma tendência homoerótica bem transgressora, mas não foi assim que aconteceu... Por acaso eles se encontraram, foi por caso que viveram em cumplicidade e por caso se amaram.
Não teve planos, os caminhos, o destino, as mãos de Deus quem os guiou pela estrada que seguem as pessoas apaixonadas...
O Plebeu era a intensidade, o desbravador, era o cara que sonhava vencer. O Plebeu era misto de força e ingenuidade alguém que matava gigantes durante o dia e a noite chorava contemplando o mar.
Por sua vez, o Encantado era mágico, ilusionista, perspicaz... Um lord possuidor de tudo que encostava a mão. Seu rosto sereno e maduro inspirava a confiança de chegar a algum lugar. Ao lado do Encantado, ninguém estaria perdido e foi assim que o Plebeu se sentiu...
Os dois se completavam. Plebeu tinha a família e o amor, já o Encantado tinha a noite, a liberdade do ar em percorrer todos os espaços. Juntos eram invencíveis... Juntos eram completos... Juntos eram como misturar a chuva e o sol... Juntos eram arco-íris.
No entanto, depois de longos anos vivendo no anonimato dos afetos escondidos, o Plebeu pediu para ouvir a palavra amor... Por medo, o Encantado o deixou... Na solidão o deixou, não teve desculpas foi um simples adeus, uma carta que falava de uma herança de diamantes e mais solidão.
Hoje, Plebeu, não sabe nada sobre o Encantado... Segue vivendo sua vida, faz faculdade, trabalha e busca encontrar se não o arco-íris pelo menos um pote de ouro.
A história não acaba com um final feliz, não era um conto de fadas era apenas mais um conto... Não termina com a máxima “E foram felizes para sempre.”
O que sei e posso deixar registrado aqui é que o Plebeu ainda ama e mesmo negando espera a volta... A volta do Encantado.


Sérgio Breneditt