Este espaço serve para depositar as palavras que não consegui dizer... São as Vozes das minhas Muitas Almas... Meus Momentos de Silêncios e Lágrimas... Mudanças de Moradias e de Atitudes... Lugar para dividir minhas Transformações Interiores... É Um Pouco + d Mim.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Quem dá Mais???
sexta-feira, 4 de junho de 2010
O contrário do Amor
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.
Reflexão
"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina.
Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.
Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria.
Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando.
E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?"
Charles Chaplin
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Sem Mais
Meu coração estava apertado de angústia...
Vontade de ver, de sentir, de ouvir sua voz que seja ao telefone.
Queria ver seus olhos pequenos e negros me fitando com carinho e cuidado...
Sentir seus braços mais uma vez...
Mais uma vez me pego pensando em você...
Você que ficou em mim...
Hoje tão distante...
Mas tão perto...
Sem mais palavras.
Algumas lágrimas e silêncio.
Serginho
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
...

Em silêncio fiz o percurso até minha casa.
Pessoas passaram por mim...
No ônibus uma voz conhecida, não quis conversar...
Alguém triste se sentou ao meu lado, aquela pessoa conservou o silêncio junto comigo e a viagem seguiu...
A paisagem a mesma de todos os dias, nada novo, apenas algumas folhas que caíram das árvores...
Preciso descer.
Puxei o sinal, o rosto daquela voz conhecida se levantou só que mais nada falou.
Passei em frente ao bar... Os mesmos alcoólicos.
No trailer alguns casais...
Peguei a rua deserta.
Senti o vento em meu rosto e girei a chave no portão.
Sorrisos e alegrias eram as amigas da minha irmã...
Com um “Olá” quebrei o silêncio e cumprimentei caminhando em direção ao meu quarto...
Sentei na cama, retirei os anéis, abri a janela e escrevi estas linhas voltando a ficar em silêncio...
Meu silêncio.
Sérgio Breneditt
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Ao FINADO


quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Um Momento...
Quando olho meu rosto em uma fotografia algumas questões insistem em importunar minha mente, são pensamentos recorrentes que faz do meu olhar a janela para o meu interior silencioso. Questões subjetivas e analíticas do tipo que só se faz em momentos de solidão e vazio.
Seria eu o dono deste corpo?
Por que não gosto da imagem reproduzida no espelho?
Sou apenas isso?
Quem sou eu?
Enfim... As respostas são procuradas na mesma intensidade de que se é formulada as perguntas, mas o disco rígido, meu cérebro, entra em choque e não atingi com jubilo a solução para tais.
De repente a minha história, como um flashback, se materializa em minha frente... As angustias, os traumas e os medos são um gigante e eu sou apenas, apenas a pequena a imagem do espelho querendo chorar novamente, mas não me vem às lágrimas e me volta à questão: Por que tudo isso?
Não sei é a resposta, não sei, não quero mais saber... Já não tem mais importância sou eu o dono deste corpo posso fazer dele o melhor... FAREI DELE O MELHOR!
Nossa que determinação por um momento não me reconheci eu com tanta determinação chega ser hilário (risos). Sempre fui o covarde, o menininho da mamãe, o netinho da vovó e queridinho da dindinha... JAMAIS VOU CONSEGUIR SE MELHOR, JÁ ESTOU CONDENADO!
Que pessimismo... Jesus!
O espelho não é o inimigo silencioso que me traz medo, mas a imagem refletida nele é o meu algoz e esta que vem me sentenciar... Não a morte!
Estou condenado é a viver a certeza de uma ausência, a ausência do... Amor próprio...
—Estar servido?
—O que está bebendo?
—Depressão, quer um pouco?
—Está gelada?
Sérgio Breneditt
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Esta semana...
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As palavras ou versos podem sair de uma maneira simples ou rebuscada, mas asseguro que estas saem do espírito sozinho, confuso e ansioso que mora em mim. As palavras que nunca foram ditas a ninguém e que querem ser ditas são libertas nesta lauda pálida.
Sinto-me covarde, deveria gritar as verdades e não fugir com humor... O riso fácil que provoco são apenas subterfúgios para ocultar a lágrima silenciosa nos meus olhos... Meus dedos doem de tantos caracteres que procuro para regurgitar emoções, frustações e outros tantos e tantos “ções”. Dores que vão além das articulações... Mas sem definições só dores.
O meu vicio começou depois da separação... Não consigo parar de escrever.
Tem sido mais forte que eu. O sabor das letras me leva ao nirvana, ao encontro de Buda para os asiáticos, aos braços de Nanã, mãe da natureza, para o sincretismo religioso, ao céu dos céus e neste lugar deposito o meu fardo... É cósmico e tão pueril, é tanta mentira... Angustia disfarçada em romance de auto-ajuda. Auto-ajuda? É irônico!
Mergulho no alfabeto solitário e neste me corrompo.
Tudo acabou e eu não vi o caminhão... “qual é o segredo da felicidade?”
Quero terminar este texto e dormir... Sabe quando você desliga o celular e sabe que ninguém te incomodará? Eu quero me desligar e não me incomodar, não pensar em nada, nem questionar... Abandonar a historia no meio e dizer fim.
Quer saber?
Esse é o fim!
Chega.
Sergio Breneditt
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Você viu quem eu era?
Eu vi um menino que queria o meu carinho, meu abraço. Eu vi uma criança como eu que se encontrou por uma questão do destino. Uma criança abandonada pelo amor como eu, eu vi a mim mesmo.
Seu sorriso falava para eu confiar, suas mãos eram a segurança que me coração precisava para pode descansar, sua voz me ninava até dormir, sonhar com você era certeza de noites bem dormidas, de paz espiritual, de amor...
Nunca ninguém me disse que eu era especial só você, ninguém me abraçava só você, só você me olhou com amor, só você me amou e eu vi. Eu vi além do que meus olhos podiam ver. Eu te vi com o coração e este meu coração estava tão feliz a ponto de se deixar, a ponto de se entregar ao lindo menino, menino anjo, que apareceu, meu coração foi levando pela sua tranqüilidade, pela sua liberdade e pela paz que você me trazia. O mundo não era feio por que você estava lá. Deus te enviou para mim, eu sempre pensei assim...
Será tudo um engano? O menino anjo nunca existiu? Onde foi parar o enviado para cuidar de mim? Desculpa-me eu te vi errado durante tanto tempo?! Eu estava cego e inconsciente durante todos esses anos?
Hoje não te reconheço essa é a verdade em mim! O meu anjo não era tão celestial assim, ele não era tão forte e tão protetor assim... Fui deixado à deriva no mar da dura realidade, sem saber nadar, sem socorro, sem visão, sem noção do que fazer. Como um cego, me perdi do caminho de casa, como um cego caí.
Queria ver o lindo menino vindo em minha direção para me ajudar.
Queria vê-lo e abraçá-lo novamente... Mas ele morreu e assim como ele morro eu aos poucos. Lentamente agonizo e me desfaço em lágrimas de angustia! Onde está o Deus que te enviou? Onde está o amor que eu enxerguei? Onde está o resto de mim? Onde está a real visão?
Posso te questionar menino anjo se estiver lendo meu texto!?
Você é só isso agora?
Tudo foi mentira?
Você nunca me amou?
Onde foi parar o meu herói?
Você morreu de verdade ou está perdido?
E uma última pergunta, por que me deixou?
Eu te vi... Te vi de todas as formas que alguém pode ver um ser amado.
Porém para que fique claro eu sempre te vi maior que eu, eu sempre te vi com o olhar da admiração, eu sempre te vi como um anjo, como um menino, como a pessoa que mais amei em minha vida.
Hoje depois deste tempo tudo não passou de loucura e devaneios. Sua morte me faz chorar... Por que a pior dor não é a dor de perder alguém para a morte é a dor perder alguém para a vida, vida esta sem esperanças, sem recomeço, sem perdão, sem presentes, sem natal, sem amor, sem vida. Eu te perdi para o mundo, eu te perdi para infelicidade, eu te perdi para a solidão.
Eu estou sozinho escrevendo um texto e ouvindo uma canção de amor que durará para sempre, eu estou comigo em um novo lugar.
A sua pergunta não tem resposta, pois eu posso te visto o que eu queria ver e me enganei ou você viu o que você queria ver e se enganou também?
Quem estará certo menino? Quem estará certo anjo?
Quem estará certo eu ou você?
Quem estará cego eu ou você?
Cada um com sua verdade e a tristeza continua, mais para um, menos para o outro.
Eu sei quem eu vi e sei que ele me viu... Uma vez eu vi um anjo e ele me amou e eu, eu simplesmente o amei... Simplesmente eu o amo.
Sérgio Breneditt



