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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Um Conto de Bruxas



Ele deveria ser feliz...
Deveria seguir a vida, pegar mais um drink e brindar as possibilidades.
No entanto, não era bem assim... Tinha terminado um relacionamento e conhecido um cara novo, meio estranho, problemático.
Ele se apaixonou, chorou com os amigos e viajou.

...

Ele deveria ser feliz...
Deveria seguir a vida, colocar outra música na pista e agitar a galera.
No entanto, não era bem assim... Tinha terminado um relacionamento com uma loira bonita que o trocou por um segurança feio e bipolar.
Ele sofria apaixonado e do trabalho foi dispensado.

...

 Eles deveriam ser felizes...
Deveriam olhar no espelho, passar o pente nos cabelos e agradecer aos céus pelo dom de amar.
Para mim, eles eram homens encantados... Príncipes até.
Davam amor. Apenas davam.
Se a pessoa certa estivesse com qualquer um deles está seria muito feliz.
No entanto, eles se apaixonaram por bruxas e estas não sabendo dessa paixão continuam a perseguir uma princesa inimiga que nunca existiu.

 Sergio Breneditt


sábado, 22 de dezembro de 2012

Deveria ser um anjo



Deveria ter ficado quieto e não ter brincado com o fogo, com o seu fogo...
Sou menino ainda e todos diziam: “não tem nada haver”.
Eu sempre soube das coisas que eu preciso e não era isso somente.
Não foi o que foi feito, mas suas conseqüências... 
Estou com medo de a queimadura ser muito grave.
Preciso de um remédio dado pelo tempo.
Preciso de um descanso dado pelos feriados.
Preciso de um beijo desapaixonante.
Preciso de uma pegada fria.
Quero me esvaziar, começar e outra coisa...
Você tem nome de anjo... Deveria ser um.
No entanto, depois daquilo e daquilo, fui tomado pelo seu pecado, sua perversão e pelo o seu “não quero você”. Fui guiado pelas águas frias mais quentes que conheci.
Iniciei-te, iniciei-me...
Você deveria ter deixado quieto...
Deveria ter ignorado...
Deveria ser um anjo, só que não.

Sérgio Breneditt

sábado, 21 de julho de 2012

Coisas Dele: O Homem Proibido


Quando seus olhares se encontraram houve uma explosão dentro dele...
Um sentimento intenso de querer, de repentina paixão e desejo...
Um sorriso no canto da boca, um piscar sexy com um olho e ele entrou na festa de seu amigo.
O outro, o portador do desejo, era um dos convidados e todo o clima evidenciava que aquela noite eles passariam juntos...
Um abraço na nova amiga lésbica, ele se ver sendo encarado pelo aquele belo homem... Alto, de cabelos negros e pele clara davam o contorno para sua moldura... Uma voz astuciosa e tímida era o elemento para tornar aquele o alvo de seu querer a noite toda... A noite começou.
Seu amigo, o aniversariante, faz as apresentações... Este é o (nome proibido), este é ele, meu amigo... Um aperto de mão e o clima de tensão típico em pessoas que se interessam... Estes são os outros amigos... Simpáticos e felizes todos os novos amigos na Boate para comemorar e dançar.
Um drink novo, alguns ursos e um abraço... Um cochichar no ouvido e a verdade vêm à tona o homem estava comprometido com o outro... Uma sensação de frustração toma conta dele e ele pede uma coca-cola e vai dançar com a nova amiga de modo a ignorar tal situação, tal ilusão.
Sentimentos confusos... Era nova tal situação e em sua juventude nunca tinha participado de uma traição. Nunca tinha vivenciado tal. No entanto, era segundo o seu amigo uma relação aberta e livre de qualquer mal estar... Seus olhos brilhavam ao encontrar aquele outro, aquele outro olhar.
Na dança, nas conversas e em todo o tempo ali eles eram consumidos pelo desejo de ter o outro... O que deveria ser aberto não estava naquele dia... A suposta modernidade no relacionamento se tornou contraditória ao ser negado a eles o direito de um simples beijo, um simples e terno toque.
A outra parte impedia o seu companheiro de conhecer ele e de um modo muito tênue as cartas foram jogadas na mesa. Ele tinha direito de querer, mas não tinha direito a ter talvez por ciúme, insegurança ou qualquer outro sentimento de um cara mais velho.
Era notório o desconforto... Ele sabia que aquele homem proibido o desejava... Aquele rosto o procurava por todo o local... Aquele umidificava os lábios todas as vezes que ele usava seu gloss de menta... Aquele sorria no canto da boca de um modo muito sexy para ele enquanto abraçava friamente o seu “amado”.
Chegou a ser divertido ser tão desejado, mas por bom senso não investiu... A festa tinha acabando, o cara mais velho desfrutou da liberdade do relacionamento aberto enquanto o homem proibido caminhava ao lado dele em direção ao ponto de ônibus.  Algumas palavras e um querer explodindo... Mais palavras.
Já amanhecia quando o ônibus chegou... Ele se despediu dos novos amigos e abraçou aquele homem que desejou a noite toda, um abraço quente e um sussurrar no ouvido ele lhe disse: “Foi um prazer te conhece queria ter mais...” Fez se um breve silêncio naqueles braços como se aquele homem procurasse alguém...
Então uma resposta veio confirmar tudo o que ele sentiu a noite toda... “Hoje não deu, mas até a próxima... (neste momento os lábios do homem proibido encontram a orelha dele e sussurra calorosamente) Vai ter próxima, tenha certeza.” Desfez-se o abraço. Ele entrou no ônibus...
Lá atrás, próximo a janela, onde se sentou olhou para aqueles que foram sua companhia a noite toda e deu ultimo aceno. Para o homem proibido ele piscou do mesmo jeito sexy que fez no inicio e foi retribuído pelo sorriso no canto da boca e um olhar desejoso e fixo...
Ônibus seguiu viagem, a amiga lésbica adormeceu e ele se encolheu entre ela e o amigo aniversariante devido ao frio e conversou com seus pensamentos. O amigo pergunta se estava tudo bem e respondeu “sim”, mas na verdade estava mal e tudo por causa do homem proibido para ele.

Sérgio Breneditt



sábado, 26 de maio de 2012

...



RESPEITEM O MEU SILÊNCIO! 
As vezes os sorrisos precisam ser guardados para que as lágrimas possam sair! 
Amigos sabem disso. Amigos SABEM!

Sérgio Breneditt

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Naqueles Dias - Carnaval


Quando ergueu a cabeça, após contemplar em silêncio os pés daquele que lhe dizia, ele percebeu não importava mais.

Já não havia o querer de correr para aqueles braços... Não havia o querer.

Seu coração sentia uma leve e continua dor, misto de magoas e desilusões... Ele saiu... O tempo passou...

Perdeu-se a vontade de continuar com aquele enredo foi aí que a Whitney Houston se calou... Não era mais necessário o I have nothing, nem Run for you, tampouco o I will always love you. Era o fim daquele I belive you and me.

No entanto, a brisa do mar daquela madrugada, o cheiro de um cigarro de maconha e as diversas pessoas em suas diversidades sexuais se amando ali o fizeram contemplar seu antigo pesar.

Sua amiga já havia lhe dito o quanto ele precisava chorar, sofrer, lamenta aquela perda, mas... Impossível, chorar não conseguia... Nunca conseguiu.

Ele lembrava e relembrava. Ansiava por um toque qualquer, semelhante, simples... Um toque humano. Sentou-se diante do reino de Yemanjá, seu all star verde afundou na areia, fechou os olhos e dormiu.

Alguém tocou em seu ombro, seu amigo regressava de um momento de intimidade dizendo “Cara, é hora de voltar para casa.” Ele ergue a cabeça contemplou em silêncio aquele local e percebeu era apenas o primeiro daqueles dias de carnaval.

Sérgio Breneditt


sábado, 26 de novembro de 2011

Sendo Triste

Por que você é tão triste? 
Mais uma daquelas perguntas feitas a ele...
Não sabia responder.
Sua alegria aparente, usada como máscara, caiu por terra, ali diante de todos.
Ninguém sabe por que é triste. Ele é triste e às vezes é feliz, um cara mutável... Talvez culpa do signo, das convenções astrais, da posição da lua no dia do seu nascimento... Não se sabe, saber pra quê?
Ser feliz o tempo todo deve ser muito chato, afinal gente triste escreve melhor, canta melhor, compõe e interpreta melhor, ama melhor, ama mais...
A melancolia é incenso – perfuma.
É neblina – dá um clima.
A melancolia é tristeza, é poesia, é ele...
Ser triste é o lance dele. É um pouco mais dele.
Na verdade, eu acredito que ele é feliz sendo triste.


Sérgio Breneditt

domingo, 23 de outubro de 2011

Linhas Soltas

Se alguém te amar mais que eu juro que te deixo imediatamente.
Se alguém te desejar mais que eu me entrego ao celibato.
Se alguém desejar sua presença mais que eu juro que me mantenho aqui na nossa solidão... 
Esperando.

Sérgio Breneditt



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Amor INTERMEDIÁRIO


Para: D’ara

Muitas vezes os caminhos da vida nos conduzem a um lugar não muito agradável... Eu caminho por lugares que não gostaria... Eu caminho e ninguém me conhece, ninguém me cumprimenta neste caminho...
Agora aqui, neste entre lugar, eu apenas sou palavras, sou apenas sentimentos, sou apenas lágrimas.
Odeio essa tristeza em mim, odeio essa condição internalizada que como diz uma amiga e professora me impedem de aproveitar as bordas, o que está à margem da minha existência... Fico preso ao meu interior triste e impaciente.
Sou jovem? Sim.
Sou bonito? Sim.
Sou saudável? Sim.
Sou feliz?
Essa questão, não sei responder.
Falta léxico para formar essa sentença, falta coragem para fazer acontecer, falta amor próprio também.
Às 23h34 de um dia qualquer encontrei no ônibus alguém que gostei muito e que posso definir como um amor intermediário. Aquele tipo de amor que surge depois dos amores da infância e antes do grande amor da sua vida. Amor que é junção de hormônios da adolescência e anseios por uma vida adulta.
Seu rosto estava cansado com pequenos sinais do tempo, ela certamente estava voltando do trabalho. Seu corpo também não era o mesmo depois da gravidez ela engordou um pouco. Seu cabelo cresceu era tão curto e agora está longo, pude perceber devido ao grande coque no alto de sua cabeça, coque que era coberto por uma redinha com laço.
Sei que ela me viu, estava no banco de trás do ônibus e este não estava cheio. Era possível visualizar todos os rostos logo assim que rodasse a roleta, mas ela preferiu me ignorar, certamente seria mais fácil. É sempre difícil encarar alguém que um dia você se apaixonou, faltam palavras e as perguntas cretinas do tipo “como você está agora?” ou “já casou?” são inevitáveis.
Por falar em perguntas eu nunca tive coragem de perguntar se ela também me amava. Um dia era especial o outro também, estávamos juntos e eu ali bem infantil nas coisas do coração sem imaginar que aquele coração batia por mim. Eu a perdi. Cantei em seu casamento, a vi ter o primeiro filho, a vi construir sua família... Depois de longo tempo, agora neste momento me pergunto seriamos felizes? Mas, nunca terei essa resposta.
Esse amor intermediário, hoje saudades, lembranças e memórias me faz ver e confirmar o quanto sentimentos tido como menores são importantes... Talvez ali nos braços de D'ara eu tivesse me encontrado e nunca me enganado. Talvez nos braços de D'ara eu não tivesse me entregado ao passado, ao grande amor do passado finado. Talvez. Vou caminhando em suposições.
Certa vez ouvi uma pessoa me dizer que quando você começa a lembrar dos amores que viveu é um sinal que você está esquecendo a história que outrora era mais marcante. Se for verdade percebo que tudo está caminhado para o esquecimento pleno de um amor, de um grande amor não consumado. Agora me recolho mais uma vez, machucado ao relembrar, ao ver a vida que seguiu e os meus amores que se foram...
Ainda estou na parte interna de mim... Ainda não consegui alcançar as bordas e aproveitá-las... Sou prisioneiro meu, sou passageiro querendo saltar de um ônibus que passa por todas as paradas e recebe delas todos os tipos de pessoas, feias e bonitas, ricas e pobres, felizes e infelizes. Sou o amor intermediário de uma mulher que um dia sonhei que seria minha, sou amor intermediário querendo ser grande... Querendo não ser mais um nesse ônibus da Vida.
Sérgio Breneditt



terça-feira, 10 de maio de 2011

Cotidiano: Dor de Cabeça


Debruçado sobre o janelão verde do antigo casarão eu vi a chuva cair.
Não tinha nenhum pensamento novo ou uma nostalgia latente era só meu momento de solidão.
Pela primeira vez na semana não tinha ligado o ar-condicionado, nem tomado café na xícara que ganhei de presente com a inscrição “Para 1super AMIGO”.
O barulho da chuva só reforçava o desejo de ir para casa, deitar na minha cama, assistir um DVD até dormir com tudo ligado.
A cabeça ainda doía depois de ter tomado dois Dorflex. O telefone chato que não cansa de tocar... Uma rotina.
Guardo uns documentos, ignoro outros, finjo um sorriso e sinto frio, pois perder a hora me fez esquecer o casaco e chegar atrasado novamente. Onde eu estava com a cabeça? Parecia sábado hoje de manhã.
Uma senhora grita com seus funcionários no térreo... Mais alguns caracteres vão dando vida a este texto de terça-feira. O telefone volta a tocar. Pesquiso sobre a bibliografia de Caio Fernando Abreu.
Sabe aquele dia que você sai de casa, mas esquece a vida nela? Parece que isso está acontecendo comigo me sinto uma espécie de Zumbi bem treinado e apto a tomar decisões e atitudes dentro do setor. Normalmente não sou assim.
Um bate-papo no corredor, um desabafo que precisava nascer. Um perfume novo, uma idéia nova. Amigos de trabalho, colegas de trabalho, pessoas do trabalho, gente do trabalho. Sem mais o que escrever.
Faltam algumas horas para eu ir embora, não vou a faculdade hoje já disse que estou com dor de cabeça né?! Acho que tudo isso é culpa da dor de cabeça, normalmente não sou assim.
Melhor terminar por aqui, está chegando gente, gente do trabalho, e podem interpretar que estou fazendo trabalho pessoal no setor, tenso? Não, hipocrisia mesmo. Nossa Senhora do Facebook que o diga, não é Santa?
Devo está meio amargo ou camuflando sentimentos por isso um texto tão solto em informações concretas. Normalmente não sou assim ou seria o contrário? O que importa... Que dor de cabeça!
O chefe chegou...
Tchau.

Sérgio Breneditt

domingo, 1 de maio de 2011

Encruzilhada


Sabe aquele momento que se encontra uma encruzilhada?
Ele estava vivendo esse momento. Sua vida, seus sonhos, seu futuro só dependiam dele para realizar ou não. Ele sempre foi um cara correto, de família, católico fervoroso sabia cada palavra que o padre iria dizer. Sua mãe o criou como pode afinal ela trabalhava muito e o deixava só dando a este a oportunidade de ser alguém.
Ele teve medo e não arriscou, nunca arriscou. Seus caminhos eram escola, casa, igreja e no máximo a casa de uma amiga onde passava o tempo brincando com uma Barbie careca. Apaixonou-se pela professora, pelo coleguinha e pela coleguinha, nada de novo, pois sua mente muito infantil sabia que era apenas uma fase de sua infância.
Ele teve um cachorro que roubaram dele, ele tinha alguns brinquedos que perdeu quando colocou embaixo do travesseiro, ele teve uma bicicleta verde e o sonho de ser a Super Patrine. Sua vida era comum, como a vida de todos os outros meninos, era legal e chata como a vida de todos os meninos. Ele brigava na escola como todos os meninos.
Os únicos problemas dele eram: nunca ser chamado para o futebol, nunca ser chamado para zoar na praça e sempre ser chamado de boiola. Na verdade, ele não sabia o que era boiola porque seu pai nunca lhe disse a verdade. Seu pai também era um problema, sabe aquele pai inútil na criação da criança? O pai dele não era desses, era pior.
Ele sofreu um trauma bem normal na pré-adolescência, quis se casar com uma moça, tipo bem, mais velha que ele, quis conhecer o Cristo, mas foi mesmo ao Pão de Açúcar. Ele não era o preferido da vovó, nunca foi preferido por ninguém, sempre o chamaram de ovelha negra porque todos sabiam que ele traria o mal para o bom nome da família Silva.
Podemos ver que ele nunca teve nada que o deixasse com tantas dúvidas diante desta encruzilhada. Uma vida tranquila, sonhos e alegrias, detalhe ele até gostava de escrever alguns contos e poesias. Perdeu a virgindade com 14 anos e a outra aos 25 assim como seu primeiro beijo que foi aos 7 anos e o seu segundo aos 23 algo muito normal.
Pessoas cismam em classificar as outras e sempre o classificavam de erro, mas mesmo assim ele conseguiu se erguer, sacudiu a poeira do corpo e abandonou todos que diziam que ele não daria certo. Agora ele está nessa encruzilhada pensando qual o melhor caminho a tomar e como será seu destino.
Existem coisas que ninguém sabe e ele tampouco conhece seu futuro, mas já que chegou a uma encruzilhada o que vale é saber que qualquer caminho vai levar ao novo, ao desconhecido, ao futuro. Então, sabe aquele momento que se encontra uma encruzilhada?! Você se torna um adulto e agora sua vida, seus sonhos, seu futuro só dependem de você.



Sérgio Breneditt

sexta-feira, 25 de março de 2011

Efêmera


Seu tom terno e misterioso, não descrevem você...
Sua passividade e silêncio só me faz questionar a qualidade da sua existência...
O que você esconde atrás dessa armadura? O que te faz ter tanto medo do “diferente”?
Tenho dúvidas ao seu respeito, tenho receio dos seus sentimentos... De algum modo você me tocou, mas posso confiar na mutabilidade da sua personagem?
Em dias frios você congela e em dias quentes você ferve, mas falta sal, falta pimenta, falta tempero no seu sabor.
Por vezes quis entregar-me, doar-me a você, mas sempre anoitece, sempre enegrece a nossa alvorada, falta razão é que estando ao seu lado me sinto dominado por sua apatia, sinceramente sua apatia me gera asco, aversão, repulsa. Sinto me tomado por um desejo incontrolável de ver meu coração desacelerar numa viagem lenta aos braços da morte.
Escondes um mistério, disso eu sei, esse como nuvem densa te cobre e me cobre... Tem certeza que é a minha boca que você quer beijar? Tem certeza que o que desejas é o meu membro?
Acho que na escolha você se equivocou, seu time é diferente é outro é igual ao meu! Posso ir além? Queres que eu te salve? Queres romper com o seu mundo e sair do casulo borboleta? Queres a liberdade de se permitir?
Eu me permito a não te desejar, não desejar sua efemeridade, não desejar seu traços rústicos. Permito-me a te olhar de longe sem que exista toque, sem que haja contato, afinal o medo de cair é maior cair nesse lago de depressão e incertezas que você colocou sua morada.
Olhe para as estrelas veja como brilham diante dos homens. Elas sabem que são melhores que eles, elas tem função. Faça de sua vida um algo para iluminar, rompa com seu período de hibernação e resplandeça, regozije. Tenha um caminho, faça seu caminho para que, talvez, no futuro, você me alcance e possamos tomar um chopp juntos como dois brothers que não se vêem há muito tempo.

Sérgio Breneditt

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Uma história II


Na busca constante por Ele, o Outro seguiu um caminho Estranho.
O Outro e o Estranho foram apresentados pelo Novo, sim o mesmo que seduziu Ele.
O Estranho com seu papo cativou o Outro, afinal o Outro estava triste, angustiado e solitário. O querer por Ele ainda era intenso, a ferida continuava aberta.
Juntos, o Estranho e o Outro seguiam pelas veredas inconstantes, fraquejantes e vacilantes. Nos braços do Estranho o Outro se lançou conhecendo assim o melhor amigo do Novo, o Desejo.
A história é simples e mais uma vez se resume no que já contei na busca constante por Ele, o Outro se entregou ao Desejo, ao Estranho e ao Novo... Ele, Ele nunca soube de nada, afinal já havia deixado o que considerava velho.

Sérgio Breneditt


(Quem não conhece o inicio da história clique no link: http://migre.me/3NNNR)

Obs.:Não quebrei uma promessa, apenas dei destino a um dos meus textos perdidos. Espero que gostem.=)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Ao Encantado


A história não começa em uma floresta, mas tinha um cenário real. Era acolhedor, bucólico e singelo...
No caminho não tinha anões, nem casa construída com doces. No entanto, neste tinha a doçura de um chocolate e o companheirismo comum a amigos que sempre estão juntos.
Não tinha fada-madrinha, nem bruxa, nem ao menos maçã. Não tinha castelo, nem rei, nem princesa adormecida. O lobo mal também não faz parte desta história...
Você também não vai encontrar aqui ratinhos costureiros... Nesta existiu apenas dois personagens: o plebeu e o encantado.
Era para ser uma história de amor, um amor com uma tendência homoerótica bem transgressora, mas não foi assim que aconteceu... Por acaso eles se encontraram, foi por caso que viveram em cumplicidade e por caso se amaram.
Não teve planos, os caminhos, o destino, as mãos de Deus quem os guiou pela estrada que seguem as pessoas apaixonadas...
O Plebeu era a intensidade, o desbravador, era o cara que sonhava vencer. O Plebeu era misto de força e ingenuidade alguém que matava gigantes durante o dia e a noite chorava contemplando o mar.
Por sua vez, o Encantado era mágico, ilusionista, perspicaz... Um lord possuidor de tudo que encostava a mão. Seu rosto sereno e maduro inspirava a confiança de chegar a algum lugar. Ao lado do Encantado, ninguém estaria perdido e foi assim que o Plebeu se sentiu...
Os dois se completavam. Plebeu tinha a família e o amor, já o Encantado tinha a noite, a liberdade do ar em percorrer todos os espaços. Juntos eram invencíveis... Juntos eram completos... Juntos eram como misturar a chuva e o sol... Juntos eram arco-íris.
No entanto, depois de longos anos vivendo no anonimato dos afetos escondidos, o Plebeu pediu para ouvir a palavra amor... Por medo, o Encantado o deixou... Na solidão o deixou, não teve desculpas foi um simples adeus, uma carta que falava de uma herança de diamantes e mais solidão.
Hoje, Plebeu, não sabe nada sobre o Encantado... Segue vivendo sua vida, faz faculdade, trabalha e busca encontrar se não o arco-íris pelo menos um pote de ouro.
A história não acaba com um final feliz, não era um conto de fadas era apenas mais um conto... Não termina com a máxima “E foram felizes para sempre.”
O que sei e posso deixar registrado aqui é que o Plebeu ainda ama e mesmo negando espera a volta... A volta do Encantado.


Sérgio Breneditt


domingo, 21 de novembro de 2010

Uma Música




Pra Ser Amor
Ricky Vallen


Pra ser amor
Tinha que ser mais forte do que nós
Ser companhia quando estamos sós
Ser invisivel e abrasador

Pra ser amor
Tinha que haver bem mais compreensão
Tinha que ser maior do que a razão
Ser imbatível como um vencedor

Se fosse amor
Todo o universo ia conspirar
Dando um remédio pra aliviar a dor
Pra ser amor
Tinha que ser nós dois

Pra ser amor
Tinha que ser mais forte do que nós
Ser companhia quando estamos sós
Ser invisivel e abrasador

Pra ser amor
Tinha que haver bem mais compreensão
Tinha que ser maior do que a razão
Ser imbatível como um vencedor

Se fosse amor
Todo o universo ia conspirar
Dando um remédio pra aliviar a dor
Pra ser amor tinha que ser nós dois

Pra ser amor tinha que ser nós dois
Pra ser amor



sexta-feira, 4 de junho de 2010

Crônica do Amor



Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Arnaldo Jabor

O contrário do Amor



O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.
Martha Medeiros

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Safena


"Sabe o que é um coração
amar ao máximo de seu sangue?
Bater até o auge de seu baticum?
Não, você não sabe de jeito nenhum.
Agora chega.
Reforma no meu peito!
Pedreiros, pintores, raspadores de mágoas
aproximem-se!
Rolos, rolas, tinta, tijolo
comecem a obra!
Por favor, mestre de Horas
Tempo, meu fiel carpinteiro
comece você primeiro passando verniz nos móveis
e vamos tudo de novo do novo começo.

Iansã, Oxum, Afrodite, Vênus e Nossa Senhora
apertem os cintos
Adeus ao sinto muito do meu jeito
Pitos ventres pernas
aticem as velas
que lá vou de novo na solteirice
exposta ao mar da mulatice
à honra das novas uniões

Vassouras, rodos, águas, flanelas e cercas
Protejam as beiras
lustrem as superfícies
aspirem os tapetes
Vai começar o banquete
de amar de novo
Gatos, heróis, artistas, príncipes e foliões
Façam todos suas inscrições.
Sim. Vestirei vermelho carmim escarlate

O homem que hoje me amar
Encontrará outro lá dentro.
Pois que o mate".

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Um texto para uma Crise

Os sintomas são de amor, mas o que perdi foi uma amizade... O que há comigo?

Os caminhos levaram ao romance, mas o que vivi foi um drama... O que há comigo?

O que acreditei que morava no coração morava mesmo nos olhos, olhos que fogem, olhos que se fecham... O que há comigo?

O “Eu te quero bem” era utópico, inverossímil, inadequado e perecível.

Novas paixões me trazem repulsam, medo, asco do que sou... O que há comigo?

Estarei eu contaminado pelo vírus da dúvida, do impossível, da incredulidade?

Você seria tão cético para não me respeitar, não ligar, não buscar?

Sinto saudades do que não tive, falta do beijo que nunca aconteceu , falta da doença que me unia a você... O que há comigo?

Esfaquei o meu peito, atira em mim, atropele-me, mate-me, por favor. Deixe minha alma, retire-se do meu corpo leve embora essa angustia e essas marcas. Por Deus seja exorcizado e repreendido para nunca mais voltar.

O que há comigo?

Seria você meu espinho na carne?

Seria você o Diabo acusador que se aproveita de mim?

Seria eu o instrumento do seu mal, o instrumento da sua fraqueza?

Seria eu o ser capaz de gerar duvidas em seu coração?

Você tem um coração?

Por que fugir sozinho se podíamos fugir juntos?! Por que chorar sozinho se podias chorar em meus braços?! Por que amar sozinho, se podia amar comigo... Podia viver comigo... Podia estar aqui comigo...

O que há comigo?

Pergunto-te outra vez.

Algo eu sei, não estou contigo...



Sérgio Breneditt

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Uma História


Na busca constante por algo Novo Ele deixou o que considerava velho.
Abriu mão da estabilidade deu ao Outro a liberdade e foi percorrer caminhos, até então, nunca percorridos...
Ele deixou cores, flores e valores para procurar o que morava mais longe... Deixou sabores para se fartar do gosto do incerto.
Ele preferiu ir em frente e até hoje não olhou para trás, certamente algo o atraia, algo o chamava.
O Outro fico atrás, pensando, chorando e esperando, mas Ele desapareceu no caminho e só deixou neblina. O Outro nem imaginava o que Ele estava fazendo porque tinha medo de perder Ele para sempre.
No entanto, Ele estava bem sorria, sorrisos e cantava canções para o Novo.
Ah!!! O Novo, o Novo era melhor. Afinal Ele não o conhecia direito. as qualidades eram mais visíveis e os defeitos inimagináveis Porém todo novo traz uma supresa... e esta virá... Ele que aguarde.
A história é simples e se resume no que sei, que na busca constante por algo Novo Ele deixou o que considerava velho...


Sérgio Breneditt